A História do Software Livre

Fundada em 1985 por Richard Stallman, considerado o pai do Software Livre, a Free Software Fundation (FSF) é uma organização que leva adiante os princípios de Stallman, que sempre foi contra softwares proprietários – aqueles programas que não permitem aos usuários alterar seu código-fonte para modificação. Também é de autoria dele o projeto GNU, que junto do Kernel desenvolvido por Linus Torvalds formaria mais tarde o sistema operacional Linux.

Um ano antes, 1984, Richard Stallman era funcionário do Laboratório de Inteligência Artificial do MIT (Massachusetts Institute of Technology), onde passou por uma experiência negativa com um software comercial e com isso criou o projeto GNU (compilador, editor de textos, shell, etc.). Certo dia ele identificou uma falha no software de uma impressora. Tentou corrigi-la, mas a empresa não liberou o código-fonte. Desta forma, sentiu-se motivado a criar um mecanismo legal de garantia para que todos pudessem desfrutar dos direitos de copiar, redistribuir e modificar software, o que deu origem a Licença GPL. E para institucionalizar o Projeto GNU, Stallman fundou a FSF.

Não podemos deixar de falar de Linus Torvalds, um estudante finlandês da Universidade de Helsinki, que em 1991 divulgou uma mensagem mencionando seu projeto de construir um núcleo livre. No mesmo ano, Linus lançou a versão oficial do que é hoje o Linux. Centenas de desenvolvedores se juntaram ao projeto para integrar todo o sistema GNU em torno do Linux. Com isso nascia, sob a licença GPL, o sistema operacional GNU/Linux.

GPL GNU

Em 1997, Eric Raymond, escreve o artigo A Catedral e o Bazar, facilmente encontrado online hoje em dia, que discute as vantagens do software livre e fala dos mecanismos de funcionamento do desenvolvimento descentralizado. Em 1998, Raymond foi um dos protagonistas, com Linus Torvalds, da criação da Open Source Initiative (OSI), que defende a adoção do software livre por razões técnicas e sugerindo o uso da expressão Open Source em vez de free software, evitando a ambiguidade do termo free (que pode significar tanto livre quanto gratuito, na língua inglesa e causando confusões nas traduções).

Para garantir os mesmos direitos de distribuição entre todos os usuários, foram criadas licenças. Hoje existem mais de trinta delas. A mais usada é a General Public License (Licença Pública de Uso Geral), criada pelo próprio Stallman para oferecer os mesmos direitos ao usuário. A GPL possui uma regra que restringe a apropriação das modificações, logo todas as mudanças feitas no software se tornam comum entre todos que partilham o programa.

É importante lembrar que a liberdade de executar o programa significa que qualquer pessoa, seja física ou jurídica, pode utilizar o software em quantos computadores quiser, em qualquer tipo de sistema computacional, para qualquer tipo de trabalho ou atividade, sem nenhuma restrição imposta pelo fornecedor. E esta é a chave da liberdade deste tipo de software.

Um questionamento comum neste mercado é sobre como as empresas de open source ganham dinheiro. O “segredo” está no modelo de negócio, que engloba criar um produto corporativo baseado em diversos projetos Open Source. Tendo esse produto montado e empacotado começa a estabilização do projeto e homologação com fabricantes de HW e SW para que só então tenhamos um produto que pode ser comercializado: estável, testado e com suporte. O modelo não é vender a licença e sim vender subscrição, da mesma forma como você compra a assinatura de uma revista, enquanto você assina a revista, você recebe exemplares, enquanto você tem subscrição de um determinado software, você tem direito a atualizações, correções, suporte, proteção legal.

Outra observação relevante é que ninguém reinventa “a roda” com o Open Source, a roda fica disponível para todos desenvolverem o que acharem relevante – e isso é reaproveitado para fazer projetos ainda maiores.

Matéria completa: http://canaltech.com.br/coluna/software/A-Historia-do-Software-Livre/#ixzz2fRD8J9Xd
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