Ubuntu prepara formato próprio de pacote para apps de tablets e smartphones

A Canonical está trabalhando num formato de pacotes próprios para instalação nos tablets e smartphones com Ubuntu. A princípio pode dar a entender que a empresa quer trocar o modelo atual (os pacotes .deb), mas não é isso.

A proposta visa facilitar a instalação de aplicativos exclusivos do Ubuntu, especialmente os voltados a tablets e smartphones, feitos com o Ubuntu SDK. Diferente dos pacotes atuais, com maior demora na instalação e suas dependências (que geram grandes problemas, às vezes), os pacotes para Ubuntu serão mais práticos para os usuários.

No anúncio recente Colin Watson destaca os pontos desejados para o novo sistema. Os pacotes ficariam mais próximos do que encontramos no mundo dos smartphones e tablets atuais, sejam iOS, Android ou Windows. Cada app incluiria no pacote todo o material necessário, sem depender de pacotes externos. As únicas dependências permitidas deveriam estar presentes no sistema base, evitando fragmentação e problemas na instalação – bem diferente do problemático mundo do desktop, citando como exemplo a falha na instalação do Chrome no Ubuntu 13.04. Em contrapartida os apps que dependem de arquivos ou bibliotecas extras precisariam inclu-los, ficando assim com instaladores maiores.

Esses pacotes poderiam ser instalados sem depender de permissões de root. Cada aplicativo seria desempacotado num diretório próprio, sem misturar seus arquivos com os demais. Além da segurança isso facilitaria o processo de limpeza e desinstalação.

O processo de instalação seria mais rápido e eficiente (por meio de uma loja de apps), já que dispensa a verificação e download de dependências. Por exemplo, o tempo de instalação de um pacote simples é cerca de 0,15 segundos num laptop x86 comum e apenas 0,6s num Nexus 7. Isso considerando a implementação atual, em Python. No futuro o sistema de gerenciamento poderia ser escrito em C, ficando ainda mais rápido.

Resumindo, o Ubuntu não pretende substituir o sistema de pacotes do Debian (pelo menos não agora). Eles querem apenas um modelo mais prático para distribuição de apps mobile, aplicando uma ideia já usada em outras plataformas.

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